terça-feira, 10 de abril de 2012

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TV digital no Brasil: presente e futuro




2 de dezembro de 2007. Esse dia marcou o início da implantação do sistema de televisão digital brasileiro, intitulado Integrated Services Digital Broadcasting – Terrestrial Brazil. Parece complicado, né? A gente explica: esse nome quer dizer que, no Brasil, foi adotado o padrão japonês de transmissão, desenvolvido nos anos 1970. Para um uso melhor, alguns recursos foram aperfeiçoados e essa mistura de tecnologia recebeu a sigla ISDB-TB ou SBTVD. Mas o que essa tecnologia trouxe de novo?


A primeira mudança que percebemos, de cara, é na qualidade de imagem. Esse padrão permite que os programas cheguem a nossos aparelhos sem chuviscos e interferência no áudio. Além disso, podem ser disponibilizadas em alta definição (HDTV), proporcionando maior nitidez na imagem.

Outra novidade é a multiprogramação, ou seja, em um único canal, podem ser transmitidos até 8 programas, o que pode aumentar a variedade do conteúdo na TV aberta. No Brasil, essa função só é permitida pra canais estatais. A regulamentação para canais privados ainda é estudada.

Outro caminho ainda pouco explorado no país é a interatividade. Essa função permite que o usuário acesse programas anteriores, veja fotos e inserções publicitárias diferenciadas e até participe de enquetes. Já pensou votar no paredão do Big Brother usando o controle remoto?  Esse recurso, chamado de Ginga, foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da PUC-Rio com o objetivo de adequá-lo às necessidades do país.

Algumas experiências já foram feitas no Rio de Janeiro, pela Rede Globo. Uma delas foi em 2007, durante a exibição da telenovela “Caminho das Índias”, que tinha um aplicativo no qual o usuário podia ler os resumos dos capítulos, ver fotos da trama e ler o perfil dos personagens.

A implantação do sistema de DTV brasileiro começou em São Paulo e vem se expandindo pelo país. De acordo com o site oficial sobre o assunto no Brasil, o DTV, mais de 300 cidades já contam com a programação no padrão digital. Se considerarmos a quantidade de municípios brasileiros – 5.565 – a abrangência do serviço à população é lento. A legislação prevê que o sinal analógico seja desativado em 2016.

Será que até lá todos os brasileiros já terão acesso a essa nova tecnologia? Isso e muito mais será assunto da Muvuquinha desta quinta (12). O penúltimo “esquenta” pra Muvuca 2012 vai acontecer na Feapa (Augusto Montenegro, Km 04, Nº4120), às 19hs. Os convidados serão Sônia Ferro (diretora de produção da TV Cultura), o professor Rodolfo Marques (FEAPA) e a jornalista formada pela UFPA Fernanda Chocron. O bate-papo será mediado por Gabriela Amorim, estudante de Jornalismo da UFPA, e tem com o tema “Televisão: Produção ou Reprodução?”. Não fica de fora que o papo é bom, é de graça e vale certificado.

Texto: Victor Lopes


1 muvucada sobre isso

  1. Lucas Melo disse... 10 de abril de 2012 14:33

    Não foi transferido pra quinta-feira, 12?

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