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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Há um mês chegou ao fim minha edição de 2015. Ainda não recuperados desse término de ciclo, minha (des)Organização fez sua última reunião para contabilizar tudo que acumulamos ao longo desse um ano de trabalho.
O tema dessa edição foi mais uma pergunta: “Qual a tua Comunicação?”, pois, sufocados pelos mecanismos do dia-a-dia, esquecemos que nossa personalidade deve morar no que transmitimos, na alma do nosso trabalho, no cerne do nosso viver. A intenção desse questionamento era muito mais do que indagar que Comunicação é essa que fazemos, mas qual Comunicação vive por trás de cada ato, e se é ela que queremos continuar proporcionando ao mundo.
Esse ano foi cheio de incertezas e novidades, mas não há como negar que ele foi intenso, e que para meus (des)Organizadores ficou o sentimento de dever cumprido, e mais, de afeto mútuo. Dentro dessa Cumbuca cabe muito amor, e queremos que todos embarquem junto conosco em mais edições, para que todos sintam a mesma emoção que sentimos quando nossos projetos são concretizados. Depois de todos os questionamentos desse ano, fica a certeza de que a nossa Comunicação é construída todo dia e que o caminho é árduo, mas compensador.
Eu, Muvuca, novamente agradeço a participação de todos que vieram junto comigo nessa busca incessante por um lugar onde possamos expressar nossos sentimentos e nossa pluralidade.
Esses três primeiros dias de outubro deixaram um gostinho de quero mais, e espero que estejas pronto para embarcar em novas aventuras e novas descobertas. Pois já estou ansiosa para te encontrar de novo.
E então, pronto para dar mais uma muvucada?
Até ano que vem, pessoal.


Assinado: Muvuca na Cumbuca

A (des)Organização da Muvuca na Cumbuca 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mas, afinal, o que se torna viral hoje em dia? Foi com esse questionamento que Manuela Barem, Editora-chefe do Buzz feed Brasil surpreendeu a todos ao falar sobre a escolha do conteúdo. Porque a resposta estava e está o tempo todo em nós, “Quem decide o que é interessante não é mais o produtor de conteúdo, mas sim a internet”, ou seja, a importância da produção de conteúdo passa ser, não aquilo que o jornalista pensa que o público necessita, mas sim tudo que o público transmite pelas redes sociais e diz que precisa.
Foi assim que ela explicou, ainda, como as curtidas da página do Buzzfeed Brasil, que conta atualmente com quase 400 mil curtidas, não mostram a totalidade do público atingido. Na verdade, o objetivo é que o conteúdo seja legal para assim se tornar viral. A editora do Buzzfeed também contou a história do site nos Estados Unidos e no Brasil e do tipo de conteúdo produzido, que é dividida em 3 tópicos: Buzz (cultura pop, quiz, nostalgia, tv, comportamento), News (viral news, breaking news, jornalismo investigativo) e Life (DiY, receitas.

A palestrante explicou como o sucesso de programas de televisão no Twitter ou na própria timeline do Facebook, como Verdades Secretas e MasterChef Brasil, acabam gerando conteúdos novos ao site que os muvuqueiros devem ter visto,ouvido falar, ou compartilhado, como a lista das “20 frases do MasterChef pra usar na vida”, e os “20 sinais de que MasterChef estragou a sua vida”. Mas se engana quem pensa que o Buzzfeed é apenas um site de conteúdo para se divertir. A editora comentou que na hora de gerar um novo conteúdo ela também se pergunta “de que forma o nosso conteúdo pode mudar a vida de alguém?” e mostrou que um dos posts de maior visualização na verdade é um sobre o impeachment da presidente Dilma, intitulado “O que acontece se a Dilma sofrer um impeachment”, a visualização sempre aumenta e hoje tem quase 700,000 visualizações.
E como eu gero esse conteúdo? Provavelmente essa é a pergunta que os muvuqueiros sempre quiseram saber. E Manuela Barem explicou como tudo funciona na editoria do Buzzfeed: identificar as tendências da internet e escutar as redes sociais, saber o que as pessoas estão falando, depois registrar o feeling, o sentimento daquilo e o post será uma resposta, dessa forma irá se estabelecer uma conversa entre site e leitor. Além disso, é imprescindível pensar na forma como a pessoa irá receber aquilo. Ela está dentro do ônibus, no carro, andando pela rua? Provavelmente isso se dará pelo celular. E como a conexão 3G não é boa, a utilização de gifs diminuiu consideravelmente, para que as pessoas tenham o melhor acesso ao conteúdo do site.
Muitos sabem que para sustentar o site, não é necessário apenas views, mas também a publicidade. Manuela nos contou que, no Brasil, editoria e publicidade são departamentos separados, mas que é sempre pensado de que forma o leitor se agradaria do produto, tendo dessa forma “posts bons, mas sem ser chatos”, completa. Como foi o caso do vídeo feito pelo Buzzfeed USA para a marca deração Purina, no qual o homem adota um cachorrinho.
Para finalizar, Barem falou sobre a ida a Nova York, na qual todos os empregados vão receber treinamentos e da recepção de pessoas de outros países no Brasil, gerando, dessa forma, um intercâmbio e uma rede de colaboração. Após a apresentação, a palestrante caminhou pelo teatro do CCBEU, tirando todas as dúvidas que os muvuqueiros levaram. É claro que não faltou quem quisesse enviar o seu currículo, e a moça indicou, então, o Buzzfeed Community, que é de onde saem os novos redatores.
Esse foi o terceiro e último dia da Muvuca na Cumbuca 2015, que, mesmo depois de uma maratona de palestras, que iniciou com o publicitário Stalimir Vieira, seguiu com os produtores da Bolovo, Deco e Doguete e ainda, um blackout para anunciar o vídeo da missão do mascote da Muvuca, o Muvupig, em que ele e a (des)organização escondeu várias latinhas de RedBull pelo teatro do CCBEU, se tornou dia divertido e inspirador, principalmente ao  ser encerrado com a editora-chefe do site Buzzfeed Brasil, Manuela Barem, que com certeza ajudou a entender qual é a tua comunicação.



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No segundo dia da Muvuca na Cumbuca, foram realizadas as tão esperadas oficinas com os mais diversos profissionais da área. E a (des)organização vem para contar um pouco o que rolou nesse dia de muita comunicação e descontração.

ABC do Freelancer – Filipe Almeida


A oficina ABC do Freelancer, com Filipe Almeida, começou com um bate-papo espontâneo. O oficineiro contou um pouco das suas experiências relacionadas ao mercado, trabalho em rede, autodivulgação, produção criativa e freelas em outras cidades. Esse primeiro momento da oficina serviu para fazer uma apresentação geral dos projetos do oficineiro ligados aos usos de redes sociais como grandes plataformas de divulgação e assim mostrar estratégias para conseguir bons freelas e trampos.
O segundo momento, Filipe Almeida, detalhou o seu método de trabalho e as estratégias para alcançar um maior público. “Se a gente quer ganhar reconhecimento numa coisa, a gente precisa trabalhar bastante nela antes”, comentou.

Branding para marcas regionais - Diego Dalmaso


Diego começou a oficina com uma apresentação descontraída dos participantes. Depois foi falando sobre os “brandlovers”, sua importância e papel. Deu como exemplo o movimento da Lomografia. Destacou que branding é diferente de marketing, que por sua vez é diferente de publicidade. Falou também sobre Marketing 1.0, 2.0 e 3.0. Além disso, contou mais sobre os prosumers (pessoas com destaque em seu meio social sendo porta-vozes de sua marca). Destacou o papel da Amazônia como marca mercadologicamente produzida e disse que precisamos desconstruir os estereótipos sobre essa marca. Mostrou o processo de construção da marca e do que é necessário para fazer esse trabalho.

Gerenciamento de crise – Ligia Bernar


Na oficina de gerenciamento de crise, a Ligia Bernar se apresentou, pediu pros alunos se apresentarem e contou um pouco da experiência dela como social media em agências de publicidade e como consultora de conteúdo para as marcas. “Todo mundo lida com crises, seja na família no trabalho com os amigos. Uma palavra define o gerenciamento de crise: estratégia”. Por isso, ressaltou a importância de ficar calmo/tranquilo. Não dá para tomar decisões nervoso e tal. Ela sinalizou que antes de "resolver" a crise (responder para o público), é necessário analisar o cliente. Qual é o estilo do cliente? Ele tem um diálogo aberto com o público? 
É preferível não mentir em uma crise, e não tem problema demorar um pouco para responder, porque pensar em uma estratégia, é pensar com cautela e cuidado.

Introdução ao Illustrator - Max Lin


Na oficina de Illustrator, Max Lin abordou as técnicas usadas no programa de edição dando dicas aos muvuqueiros. Passo a passo sobre o uso das ferramentas desde abrir um novo projeto, processo de criação e finalização do arquivo. Como parte da oficina, Max propôs aos alunos criarem um cartaz para a Muvuca, usando habilidades aprendidas na oficina. “Quanto mais perfeccionista o designer, mais caro se paga pelo trabalho”.

Fotografia Gastronômica - Rafael Araújo


Rafael iniciou contando que existe diferenças técnica entre fazer fotografias para um editorial e para um cardápio. Posteriormente, mostrou vídeos sobre ensaios gastronômicos, manipulação e arrumação do cenário/produto e pós-produção (photoshop), da McDonald’s.
O oficineiro contou que existe um profissional específico apenas para arrumar a comida, o estilo de prato e cena: o foodstylist. Os muvuqueiros assumiram esse papel e fotografam a 1ª parte da oficina (biscoito/café), onde aprendem a utilizar ferramentas de fotografia (flash, rebatedor e tripé) para uma foto adequada.
Além disso, a oficina teve parceria da James Brownie que deu algumas de suas maravilhas gastronômicas para os muvuqueiros de inspirarem fotograficamente e “culinariamente”.

Quadrinhos e cinema – Otoniel Oliveira


A oficina iniciou com a apresentação dos muvuqueiros. Neste momento, eles contaram sobre quais quadrinhos eles gostam, sobre seu envolvimento com o cinema e hqs no dia-a-dia e na cadêmia. O muvuqueiro, Diego, contou sobre o projeto de TCC que está desenvolvendo dentro do tema de quadrinhos e sua adaptação para o cinema.
Otoniel explicou sobre o surgimento da graphic novel. Explicou também sobre o gênero nos quadrinhos, a linguagem destes e como eles são adaptados ao cinema. Ele mostrou aos muvuqueiros a sua revista em quadrinhos intitulada “pretérito mais que perfeito”. Outro ponto comentado foi a introdução do mangá no Brasil e as dificuldades pela leitura diferenciada desses tipos de história.
Explicou o processo de transição nos quadrinhos citando a transição “momento por momento”, usada para criar movimentos, como por exemplo, o piscar dos olhos. A transição tema por tema, que se aproxima do cinema, referindo-se a série de temas alternados dentro de uma cena.
Otoniel explicou que é preciso e importante escolher primeiro a narrativa da história. Após introduzir o tema e explicá-lo, Otoniel pediu que os participantes fizessem uma biografia em 6 quadrinhos dentro do assunto explicado na oficina.

Jornalismo de Moda – Tânia Tatsch


A oficina comandada pela jornalista do Diário do Pará, Tânia Tatsch, mostrou as ideias centrais por trás de uma cobertura de moda. E ainda compartilhou ideias sobre blogs, fast fashions, mini coleções com lançamentos mensais e outros eventos que sondam esse meio artístico.
Entrou na discussão sobre tendências e promoveu questionamentos e reflexões sobre o caráter efêmero dessas tendências e de toda essa linguagem não verbalizada, que é a moda.
Com a frase “a moda comunica”, Tânia se aprofundou nas diversas linguagens adotada por essa vertente artística e cultural principalmente no meio jornalístico, dentro do mercado atual. “Hoje imprensa, mídia, é movimento. A imagem precisa estar presente. ” Na oficina, ainda rolou um sorteio de uma camiseta da marca Reserva.


Live Marketing – Edimar Filho



No inicio da oficina, Edimar exemplificou os 4 Ps de marketing de forma diferente (exemplificando o marketing na promo). O produto seria o namorado. Praça, o jantar. Promoção, a forma com a qual o namorado se mostrou. E por fim, o preço, o coração da amada.

Ainda compartilhou ideias sobre o processo criativo promocional, que busca aproximar o cliente da marca, promovendo a experiência. 


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

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Depois de um breve intervalo, o ciclo de palestras do último dia de programação da Muvuca na Cumbuca 2015 continuou com Deco Neves, fundador e responsável pela comunicação visual da produtora audiovisual Bolovo, e Doguete,  atleta de esportes extremos, mais especificamente BMX, fez parte do elenco das produções da Bolovo para a MTV e atualmente é o animal de estimação da Bolovo. Os meninos vieram provar para os participantes que conciliar trabalho e diversão deveria ser a meta de todo bom profissional da comunicação.


Para ilustrar a sua teoria, eles contaram em detalhes como foi o processo de construção das várias temporadas do MTV Sports e outros programas que produziram durante os 5 anos em que trabalharam na MTV Brasil. De acordo com eles, o começo de tudo é deixar a ideia do seu projeto bem clara e apresentar para o cliente o mais palpável possível, com orçamentos, roteiros e conceitos.

Por mais que o seu trabalho já seja conhecido, não abra mão de mostrar porque você é diferente, como você vai produzir, quais são suas referências, qual a sua linguagem visual, quais serão os custos e qual o retorno que o seu projeto vai dar para o cliente. Quanto mais esclarecida for a a sua ideia, mais chances você terá de vendê-la exatamente como você a quer,e terá menos risco de pessoas de fora podarem suas ideias e você perder o controle do projeto dos seus sonhos.

Por experiência própria, Deco e Doguete aconselham que estejamos preparados porque dinheiro vai ser sempre um problema. Por isso, saiba exatamente o que você vai precisar e comece a elaborar a logística do projeto tendo em vista as suas limitações. 



Um dos grandes segredos da Bolovo é escolher as pessoas certas para o trabalho, isto é, pessoas que completam o projeto, isso será um catalisador para a concretização das ideias. E o mais importante, temos que saber que há a possibilidade de tudo dar errado! Sim, por mais que planejemos tudo desde o começo tudo, as coisas ainda podem dar errado, mas a adaptação faz parte do processo.

Por fim, os meninos acham que no mundo atual é muito simples de se comunicar pois cada um de nós é uma mídia, e deveríamos aproveitar o potencial cultural que Belém possui e mostrá-la para o resto do país, só precisamos fazer o que queremos sempre com amor para ter a garra de ir além.


Texto: Isabella Moraes 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Stalimir Vieira iniciou a rodada de palestras dos grandes nomes da comunicação, apresentado por Petterson Farias e Natália Costa, o renomado comunicólogo e publicitário começou refletindo sobre as etapas da inspiração e como elas são fundamentais no processo criativo.

Não somente, mostrou que grandes pessoas não cresceram copiando mitos, mas se utilizando deles para fazer algo novo, porque o velho já passou. O estopim para uma série de imagens com reflexões sobre o papel de cada um na formação das novas criações, das novas ideias que movem e dão o norte para a construção de tudo o que é atual. "Para desconstruir é preciso saber construir", afirmou.


Com o suporte teórico da vida e obra de Vicent Van Gogh, Stalimir colocou que é fundamental dar luz e importância a vocação de cada um, que não se pode ignorar ou apenas se manter, como disse, “na média... Mediocridade”, e completou ratificando que a covardia e apatia impedem as pessoas de arriscar, o que resulta no fracasso. O comunicólogo sugere que ao invés de, como profissionais, ser dado apenas valor às questões financeiras, seja também considerado com grande importância a vocação de cada para a construção sólida de uma vida. “A única coisa que temos em comum é sermos todos diferentes”, frase ecoada por Hannah Arendt, foi usada também como ferramenta para consolidar uma visão de que as diferenças existentes em cada um, e são importantes para um profissional ser levado com destaque em seu meio de atuação.


         Passando também pela discussão sobre a moda e sua influência cultural e artística, mais uma vez o palestrante exibiu que a inspiração pode sair de todos os lugares, como no caso do grande estilista, Alexander McQueen.


         Stalimir ainda no finzinho contou uma história, contida em um dos seus livros, sobre sua carreira em uma agência muito influente em Buenos Aires e deixou os muvuqueiros com uma última "lição": grandes ideias, provenientes de inspirações, foram cruciais em momentos de crise, o que não significa que estavam atreladas a grandes investimentos, como se costuma pensar. 



Texto: Lorenna Emanuelle

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

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A Muvuca na Cumbuca 2015 iniciou sua programação hoje pela manhã com a mostra acadêmica que contou com a apresentação de doze trabalhos desenvolvidos dentro de várias instituições de Belém.  As apresentações ocorreram pela manhã no Casulo Cultural e no CCBEU, simultaneamente.
A seleção dos trabalhos foi feita pelos embaixadores da Muvuca, professores e coordenadores do curso de comunicação de diversas instituições, e cada embaixador poderia escolher até 5 trabalhos por instituição. Ao todo foram escolhidos 12 trabalhos, 6 apresentados no Casulo Cultural e 6 no CCBEU.

A ideia da iniciativa é valorizar o cenário acadêmico da comunicação e proporcionar um espaço para os estudantes exporem seus trabalhos fora das salas de aula. Os participantes dessa edição exibiram temas diversos, dentro e fora do mercado, e abordaram desde referências ao pop art até a humanização do marketing, e suas ferramentas.

Outros trabalhos apresentaram produtos e projetos vigentes, como a revista “Na Cuia” que trouxe como proposta uma revista regional e independente, que busca a valorização profissional ao abordar temáticas artísticas regionais.
Perdeu o primeiro dia da cumbuca? Fica tranquilo que a programação vai seguir até o dia 03/10, e ainda vai contar com oficinas, na UFPA e as tão esperadas palestras do publicitário Stalimir Vieira, Deco Neves e Doguete, da produtora audiovisual Bolovo, e Manuela Barem do Buzzfeed, no CCBEU.


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       Dando continuidade a programação da Muvuca na Cumbuca, em seu primeiro dia de evento, aconteceram, pela parte da tarde, as mesas de debate que abordaram diversos assuntos associados a comunicação.

      No Casulo Cultural, “De 1000 toque a 140 caracteres: Noticia em tempo de redes sociais e entretenimento” e “Faz uma comunicação pras gay! Os desafios da comunicação LGBT no Brasil” foram as mesas que fizeram os muvuqueiros questionar a comunicação com um olhar mais social.

     A mesa “De 1000 toque a 140 caracteres: Noticia em tempo de redes sociais e entretenimento” teve mediação de Amanda Campelo da TV Cultura e foi composta pela jornalista Carolina Menezes, da revista Leal Moreira, pela professora da UFPA Elaide Martins e pelo jornalista Hélio Granado, do DOL – Diário do Pará. Foi falado sobre a transição e adaptação dos jornalistas as redes sociais e a importância e uso delas como fonte de informação, além das grandes proporções que as notícias ganharam através de seu advento.


      “A internet ao mesmo tempo que incentiva textos curtos, também incentiva textos longos, mais completos”, afirmou Carolina Menezes. A Professora Elaide completou que a narrativa multimídia além de ter formato diferenciado e a narrativa interativa, ela acaba sendo mais completa por contar com a utilização de áudio, vídeo, galeria de fotos, entre outros. Para Hélio Granado, os formatos mudaram, mas algumas práticas se mantêm, “checar a notícia e a fonte tem que fazer parte do dia-a-dia”, afirmou o jornalista.



       Na mesa “Faz uma comunicação pras gay! Os desafios da comunicação LGBT no Brasil” quem fez a mediação foi a (des) organizadora Bianca D’aquino e contou com a participação de Rafael Ventimiglia, do movimento LGBT no Pará, Robson Cardoso da UFPA e Giovanna Piani, da Sexgen. Foi falado sobre questões polemicas envolvendo publicidade, mídia e direitos humanos, como é feita a comunicação dentro do movimento LGBT, além da diferença entre GLS e LGBT.

          A campanha de dia dos namorados da marca de perfumes e cosméticos O Boticário e a transfobia, assunto que veio à tona após a Parada Gay de São Paulo também foram debatidos  durante a mesa.

            Simultaneamente no CCBEU, as mesas foram “Cabe mais um? O atual panorama do mercado de comunicação paraense” e “Vaza, Varão! Os estereótipos da mulher na publicidade – e dentro das agências”.

         A primeira mesa do CCBEU iniciou às 14h, “Cabe mais um? O atual panorama do mercado de comunicação paraense” contou com a mediação de Luciano Castro (Muvuca na Cumbuca), e a palestra  de Raffael Regis (Greenvision), Hellen Monarcha (Profa. FAP) e Dilson Pimentel (SINJOR).

          Dilson Pimentel iniciou a mesa mostrando que atualmente o profissional jornalista enfrenta uma crise quanto a valorização da própria profissão. Se submeter a salários muito baixos para desempenhar trabalhos muitas vezes exaustivos, foi um ponto muito debatido tanto pelo palestrante como pelos espectadores. 


          Já o palestrante Raffael sinalizou que não existe uma crise vigente na profissão do publicitário, mas que as dificuldades existem também. E Hellen Monarcha trouxe dados que mostraram que hoje a graduação em publicidade vem crescendo e que a busca por essas vagas também, parte também talvez de uma “glamourização” da profissão, da expectativa de “ganhar muito dinheiro”.


      “Vaza, Varão! Os estereótipos da mulher na publicidade – e dentro das agências”, trouxe muito empoderamento e opiniões fortes sobre o papel da mulher. Desde a concepção do feminismo e de como ele é encarado na sociedade, em especial de como a publicidade se apropria de discussos machistas ou misóginos.

       A Carol Marçal fez uma abordagem mais teórica, até mesmo inflada, sobre o comportamento da mulher e como ele é visto, subjugado pela sociedade e como isso vem tentando mudar. Lívia Ferreira deu a opinião como mulher e publicitária que já teve que lidar várias vezes com o machismo dentro e fora das agências. Já os comentários da Mariah Aleixo, partiam para a discussão política, tendo em vista que o modo de analisar o papel da mulher na sociedade tem sido moldado pela sociedade patriarcal.


           E assim terminou o primeiro dia da Muvuca. Te liga, muvuqueiro, que a estamos na metade, mas nunca no fim!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

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A Muvuca na Cumbuca começou! Hoje, pela manhã, muitas pessoas compareceram ao credenciamento e à mostra acadêmica, que foram realizados em dois espaços distintos: no Casulo Cultural e no CCBEU. O Credenciamento no Casulo Cultural, localizado na Tv. Frutuoso Guiamarães, 562,  começou bem agitado e com muita energia por parte da (des)Organização e, principalmente, dos muvuqueiros, que puderam escolher as oficinas que desejavam. Já no CCBEU, escola de idiomas localizada na Pe. Eutíquio, 1309, aconteceram alguns imprevistos e o credenciamento começou um pouco atrasado, mas isso não foi o suficiente para acabar com a empolgação dos (des)Organizadores e dos participantes, que foram garantir suas vagas nas oficinas e assistir aos trabalhos na Mostra Acadêmica.
A estudante de publicidade e propaganda da UFPA, Luciana Freire, comprou um Muvucombo, o passaporte que dá direito à programação completa e ainda não sabia o que esperar do evento de 2015, mas o que não faltava eram boas energias para tudo correr bem. Eu tô esperando ser surpreendida pela Muvuca. Eu participei ano passado também, e eu gostei muito. Então, eu acho que esse ano provavelmente vai superar, porque eu acredito que todo ano a Muvuca se supera," comentou


Esse ano veio com muitas novidades e uma programação diversa e bem envolvente. Adriana Faria, aluna do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), contou que espera ver coisas novas, que ainda não tenha aprendido na universidade, além de conhecer a opinião das pessoas que já estão no mercado e absorver o que elas têm de diferente pra acrescentar na sua formação. Juliana Araújo, que está no 3º semestre de Jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA), acrescenta: “vi que a programação está muito legal. Eu me interessei bastante pelos temas das mesas e da oficina que eu escolhi, então, eu espero só coisas boas e muita aprendizagem esse ano”.


Os muvuqueiros estavam bem animados com a vinda da editora-chefe do Buzzfeed Brasil, Manuela Barem. Yasmin Costa é estudante de Jornalismo da UNAMA e está bastate interessada, porque pode participar do evento esse ano. “Olha, eu acho que essa Muvuca vai ser muito legal porque vem a editora do Buzzfeed e todo mundo quer ver ela e falar: nossa, ela é uma gênia, cara, porque aquele site é genial. Vai ser muito bom pra gente aprender”, disse a muvuqueira. “O Buzzfeed é uma tendência atual e eu nunca vi ou tive contato com alguém de dentro de lá que explicasse pra gente como é que funciona mais ou menos, como é que eles trabalham”, comentou o estudante de jornalismo da UFPA, Victor de Oliveira. O estudante também espera que encontre a própria comunicação depois das mesas, oficinas e palestras. “Eu acho que até o final desses três dias eu descubro, porque realmente eu já tenho dois anos e meio de faculdade e ainda estou meio sem saber qual é a minha comunicação”, acrescentou o estudante.

O credenciamento vai até às 17h nos dois espaços: CCBEU e Casulo Cultural. Quem quiser se credenciar posteriormente, deve ir direto no QG da (dês)Organização. As vagas nas oficinas já estão sendo preenchidas, mas ainda tem vaga para algumas, vai que é a que tu queres!



Além das oficinas incríveis, terão também as palestras imperdíveis, com Stalimir Vieira, Deco e Doguete e Manuela Barem. E para finalizar com muita diversão, a esperada Muvuparty, no Café com Arte. A Muvuca 2015 tem tudo para marcar a vida de todos! Ainda dá tempo. Vê se não perde, muvuqueiro!  

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

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A Muvuca começa quinta-feira, 01/10, e há algumas orientações. Esse ano, o evento passou por algumas mudanças e vai acontecer assim: na quinta-feira, dia 01/10, o credenciamento começa a partir das 08h e tu podes te credenciar em dois lugares, no Casulo Cultural, que fica na Trav. Frutuoso Guimarães, 562, quase na esquina com a Rua Riachuelo, e no CCBEU, na Tv. Pe. Eutíquio, 1309. Chegue cedo para poder garantir vaga nas oficinas, que são limitadas. No credenciamento, tu precisarás apresentar o teu passaporte ou comprovante de pagamento, caso tenhas comprado pelo Sympla.
Se tiveres Muvucombo, teu nome já vai pra lista de entradas na festa, que podes entrar de graça até 23h30. Se compraste teu passaporte e por algum motivo não vais poder ir, podes dar tua entrada para alguém. Fica atento: Sempre que fores participar de alguma programação, tens que portar teu crachá, pois a (des)Organização não irá aceitar a entrada de pessoas sem identificação nos locais, principalmente nas palestras. Em caso de perda de crachá ou algo parecido, tens que passar no QG da (des)Organização, que lá poderás resolver esse probleminha.
De 09h às 11h vai acontecer a Mostra Acadêmica, que será um espaço onde alguns muvuqueiros selecionados pelos embaixadores da Muvuca nas Faculdades de Comunicação de Belém apresentarão seus trabalhos. À tarde, a programação segue com as mesas de debate a partir das 14h. O credenciamento e a Mostra Acadêmica ocorrerão simultaneamente no Casulo Cultural e no CCBEU. Lembrando que quem for apresentar trabalho na Mostra, se quiser participar de outras atividades, também deve adquirir passaporte.
No segundo dia de evento, dia 02/10, vai acontecer na Universidade Federal do Pará. Será um dia inteiro destinado para as oficinas que vão ser de 8h às 18h, com intervalo para almoço de 12h às 14h. No ato do credenciamento você poderá escolher a oficina que deseja participar. Como será só um dia de oficinas, os participantes só poderão escolher uma entre as 13 opções de oficinas.
No último dia, 03/10, será destinado para as palestras de nossos convidados a partir de 14h. As palestras vão ser no CCBEU Batista Campos. O primeiro palestrante é o Stalimir Vieira, publicitário e dono da agência Base de Marketing, de 14h às 15h30. Em seguida tem Deco Neves e Doguete da Produtora Bolovo, de 15h50 às 17h10 e encerrando nosso ciclo de palestras tem a Manuela Barem do BuzzFeed Brasil, de 17h30 às 19h.
A Semana de Comunicação da UFPA 2015 vai encerrar com a Muvuparty Tropical, no Café com Arte, Rui Barbosa, 1437. A festa começa às 22h e quem garantiu o Muvucombo vai poder entrar de graça até 23h30. Ingresso antecipado a R$ 15,00 na bilheteria do Café com Arte até às 22h do dia 2/10. Na hora da festa o ingresso vai custar R$20,00 até 00h e depois R$25,00.
Então Muvuqueiro, segue essas orientações para ninguém se perder nessa cumbuca.